Mostra de cinema amazônico no IFPA Cametá promove Reflexões sobre meio ambiente e cultura amazônica

No último sábado, 14 de junho de 2025, o auditório do IFPA Campus Cametá foi palco de uma manhã marcada por muita reflexão, conhecimento e troca de experiências durante a Mostra de Cinema Amazônico, realizada pelo Núcleo de Arte e Cultura (NAC) do campus, sob a coordenação de Gustavo Carneiro Thury. O evento integrou a programação do Mês do Meio Ambiente, promovido pelo comitê ambiental da instituição.
A mostra trouxe ao público dois documentários assinados pelo renomado cineasta paraense Chico Carneiro, que compareceu presencialmente, enriquecendo o encontro com seus relatos, bastidores e reflexões sobre a produção audiovisual e os desafios sociais e ambientais da Amazônia.
Olhares sobre a vida ribeirinha
Os filmes exibidos foram:
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"Das Barrancas do Rio Cariá" (2010)
Que levou os presentes a mergulharem no cotidiano dos oleiros do município de Abaetetuba, no Baixo Tocantins. O documentário sensibilizou o público ao retratar como a extração do barro — essencial para a produção artesanal de potes e telhas — impacta diretamente o meio ambiente, além de revelar os desafios socioeconômicos enfrentados por essas comunidades. -
"Dona Raimundinha do Rio Tajapuru" (2022)
Que emocionou a plateia ao contar a história de Dona Raimundinha, uma mulher ribeirinha que, como tantas na Amazônia, lida diariamente com as contradições de viver em um território abundante em recursos, mas marcado por desigualdades. O filme provocou discussões importantes sobre gênero, resistência e dignidade na vida amazônica.
Diálogo, resistência e identidade
Após cada exibição, o cineasta Chico Carneiro conduziu um diálogo aberto com o público, que teve a oportunidade de conhecer detalhes dos processos de filmagem, da escolha das personagens e dos desafios técnicos e éticos de retratar realidades tão sensíveis.

Durante sua fala, Chico destacou:
“O cinema tem o poder de ser uma janela, uma ponte. A Amazônia precisa ser olhada, escutada, entendida e, principalmente, respeitada. Meu compromisso é dar voz a quem muitas vezes não é ouvido.”
Estudantes, professores e membros da comunidade local participaram ativamente dos debates, trazendo reflexões sobre o papel do audiovisual na educação ambiental, na valorização da cultura ribeirinha e na construção de uma consciência socioambiental crítica.
Cinema como ferramenta de educação ambiental
O evento reforçou a importância de ações culturais no ambiente acadêmico, especialmente quando articuladas com temas socioambientais urgentes. A Mostra de Cinema se consolidou como um espaço não só de exibição de filmes, mas também de fortalecimento dos laços entre conhecimento, cultura e preservação ambiental.
O coordenador do NAC, Gustavo Carneiro Thury, avaliou positivamente a atividade:
“Trazer Chico Carneiro e sua obra para o IFPA foi uma oportunidade ímpar de provocar reflexões que ultrapassam a sala de aula. O cinema, nesse contexto, se mostra uma ferramenta poderosa na construção de uma educação mais sensível, crítica e comprometida com a realidade amazônica.”

A repercussão positiva do evento reforça a necessidade de ampliar espaços como esse dentro da instituição, integrando arte, ciência, cultura e meio ambiente. A Mostra de Cinema Amazônico foi mais do que uma atividade cultural, foi um convite à escuta sensível da Amazônia e de seus povos.
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