IFPA Campus Cametá une inovação tecnológica e saberes tradicionais em aula inaugural de drones na Agroecologia
O Instituto Federal do Pará (IFPA) Campus Cametá realizou, no dia 14 de agosto de 2026, a primeira aula prática e teórica sobre o uso de drones voltada para as turmas do curso de graduação em Agroecologia. A iniciativa marca um passo estratégico na formação acadêmica regional ao integrar o avanço das geotecnologias com os conhecimentos tradicionais e o manejo sustentável do território.
A aula foi ministrada pelo professor e Diretor-Geral do Campus Cametá, Jonatas Guimarães, que apresentou aos graduandos o funcionamento básico dos equipamentos, noções de pilotagem e as amplas aplicações dos veículos aéreos não tripulados (VANTs) no campo agroecológico.

Durante a atividade, Jonatas Guimarães destacou a importância de democratizar o acesso à tecnologia sem perder de vista as raízes e a identidade da região:
"O nosso compromisso é oferecer aos estudantes uma formação completa e sintonizada com os desafios contemporâneos. A introdução do drone na Agroecologia não visa substituir os saberes ancestrais das nossas comunidades ribeirinhas, quilombolas e de agricultores familiares, mas somar a eles. Quando unimos a precisão da ciência e da tecnologia à sabedoria tradicional de quem vive e cuida da Amazônia, fortalecemos a autonomia local e ampliamos significativamente a nossa capacidade de produzir com sustentabilidade e respeito à floresta", ressaltou o Diretor-Geral.

Tecnologia a serviço da sustentabilidade
O uso de drones no contexto agroecológico vai além do monitoramento convencional de lavouras. A ferramenta fortalece práticas cruciais para a conservação e produção sustentável na região:
- Mapeamento e monitoramento: Acompanhamento de sistemas agroflorestais (SAFs), bacias hidrográficas e áreas de preservação permanente (APP).
- Diagnóstico de cobertura vegetal: Avaliação da saúde das plantas e identificação de áreas degradadas sem a necessidade de intervenções invasivas.
- Planejamento territorial: Apoio direto a comunidades ribeirinhas, quilombolas e agricultores familiares no ordenamento espacial de suas propriedades.
A proposta pedagógica reforça que a ciência e a tecnologia moderna não substituem as práticas ancestrais de convivência com a floresta e os rios, mas atuam como instrumentos complementares para fortalecer a autonomia dos produtores locais.
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